Aparelhos auditivos são dispositivos eletrônicos que amplificam e processam sons para pessoas com perda auditiva de todos os graus: leve, moderado, severo e profundo. Ajudam a ouvir conversas, participar da vida social e reduzir o isolamento que a surdez pode causar. Existem diferentes modelos e a escolha certa depende do tipo e grau da perda auditiva, do estilo de vida e, principalmente, de informação honesta — que é exatamente o que você vai encontrar aqui.
Sou Paula Pfeifer, surda desde criança, usuária de aparelhos auditivos por mais de 40 anos e de implante coclear no outro ouvido. Criei o Crônicas da Surdez em 2010 e o Clube dos Surdos Que Ouvem — a maior comunidade independente da indústria da audição no Brasil, com mais de 21.000 usuários de aparelhos auditivos e implante coclear. Não vendemos aparelhos. Não somos patrocinados por fabricantes. Só contamos o que é real no dia-a-dia de quem USA aparelho de audição.
Sobre a autora
Este conteúdo foi produzido por Paula Pfeifer, criadora do Clube dos Surdos Que Ouvem (a maior comunidade de usuários de aparelhos auditivos do Brasil), do Crônicas da Surdez e usuária de aparelhos auditivos por mais de 20 anos.
Converse com pessoas que usam aparelhos auditivos de marcas como Phonak, Oticon, Resound, Widex, Signia, Rexton, Argosy, Starkey e Unitron no Clube dos Surdos Que Ouvem. E assista essas aulas ANTES de comprar um aparelho auditivo para conhecer todos os segredos da indústria da audição e não ser feito de bobo.
As 10 mentiras que você vai ouvir na loja de aparelhos auditivos
Se você está chegando agora nesse mundo, precisa saber de uma coisa: os novatos são o público favorito dos vendedores mal intencionados. Chegam sem informação, cheios de medo, dispostos a pagar qualquer coisa para voltar a ouvir. Aqui estão as mentiras mais clássicas que circulam no mercado:
- Os aparelhos auditivos do SUS são ruins
- Aparelho auditivo cura zumbido
- Aparelho auditivo restaura a audição natural
- Aparelho auditivo recarregável é a oitava maravilha do mundo
- Com esse desconto é só até hoje à tarde
- Só o aparelho mais caro vai funcionar no seu caso
- A marca concorrente é uma porcaria
- Aparelho com pilha é coisa ultrapassada
- Só aparelho top de linha vai te ajudar
- Você fica 10 anos na fila do SUS
Tudo papagaiada para assustar e empurrar o modelo mais caro. Agora vem aprender o que é verdade.
Como saber se você precisa de aparelho auditivo
Se você aumenta o volume da televisão mais do que as pessoas ao redor, tem dificuldade para entender conversas em ambientes barulhentos, pede para repetirem o que disseram com frequência, ou sente um zumbido constante no ouvido — é hora de investigar.
O primeiro passo não é ir a uma loja. É consultar um otorrinolaringologista especialista em ouvido. Não qualquer otorrino — especialista em ouvido. Existem otorrinos que atuam principalmente com nariz e garganta e podem passar informação desatualizada sobre perda auditiva. Você precisa de alguém que trate surdez todo dia.
Isso importa porque nem toda perda auditiva tem indicação de aparelho. Alguns casos têm tratamento cirúrgico ou medicamentoso. Otosclerose, colesteatoma, otite crônica — são condições tratáveis que, se forem para o aparelho antes de passar pelo médico, viram problema. O aparelho auditivo é para quem já descartou essas causas.
Com a avaliação médica feita, o próximo passo é a audiometria tonal e vocal realizada por fonoaudiólogo em cabine acústica. Esse exame mapeia exatamente quais frequências você perdeu e em qual intensidade — é o documento que o fonoaudiólogo vai usar para programar o aparelho especificamente para a sua perda.
Minha indicação pessoal de médico otorrino especialista em surdez e cirurgias da audição é o Dr. Luciano Moreira.
Os graus de perda auditiva e o que esperar de cada um
A perda auditiva é classificada em decibéis (dB) e dividida em quatro graus principais:
Perda leve (26 a 40 dB): você ouve bem em silêncio, mas perde detalhes em ambientes com ruído ou quando alguém fala baixo. Aparelhos discretos e de tecnologia básica a intermediária costumam resolver bem.
Perda moderada (41 a 70 dB): dificuldade frequente para entender conversas, mesmo em ambientes mais calmos. Aparelhos de tecnologia intermediária a avançada com mais canais de processamento fazem diferença real no dia a dia.
Perda severa (71 a 90 dB): grande dificuldade para ouvir sem amplificação. Necessita de aparelhos de maior potência, geralmente BTE ou RIC de alta performance.
Perda profunda (acima de 90 dB): pouca ou nenhuma percepção sonora sem amplificação. Aparelhos de potência máxima podem ajudar, mas em muitos casos o implante coclear passa a ser a melhor indicação a longo prazo. É o meu caso no ouvido onde uso implante.
Uma informação que ninguém conta: o grau de perda pode mudar ao longo do tempo. Por isso a audiometria deve ser refeita pelo menos uma vez por ano — para garantir que o aparelho ainda está programado adequadamente para a sua perda atual.
Veja mais: Quais são os graus de surdez? e Quais os tipos de surdez que existem?
Os modelos de aparelhos auditivos: qual é para você
Existem três formatos principais de aparelhos auditivos disponíveis no Brasil, com variações dentro de cada categoria.
Retroauricular (BTE — Behind The Ear)
Fica atrás da orelha e conduz o som ao canal auditivo por um tubinho com molde de silicone feito sob medida. É o modelo mais robusto, com maior capacidade de amplificação e mais fácil de manusear. É a primeira indicação para perdas moderadas a profundas, para crianças, e é o modelo oferecido pelo SUS. Não tem nada de ultrapassado nele — para perdas severas, ainda é o mais eficiente.
RIC/RITE (Receiver In Canal)
O processador fica atrás da orelha, mas o receptor fica dentro do canal auditivo, conectado por um fio fino. É o formato mais popular atualmente entre as marcas premium. Discreto, com boa qualidade de som, e se adapta bem a perdas de leves a severas. É o formato que uso no meu aparelho auditivo.
Intracanal (ITE, ITC, CIC)
Fica dentro do canal auditivo. O modelo CIC (Completely In Canal) é praticamente invisível. Indicado para perdas leves a moderadas. A desvantagem real: fica mais exposto à umidade e cera, exige mais manutenção, tem bateria menor e é mais difícil de manusear para quem tem mobilidade reduzida nos dedos.
A escolha do formato não é estética — é clínica. Quem decide é o fonoaudiólogo com base na sua audiometria, na anatomia do seu canal auditivo e no seu estilo de vida. Qualquer loja que sugira o modelo antes de ver sua audiometria está te vendendo, não te ajudando.
Veja mais: Os tipos de aparelho auditivo em detalhes e Como funciona um aparelho auditivo
As principais marcas de aparelhos auditivos
O mercado mundial de aparelhos auditivos é dominado por poucos grupos que controlam a maioria da produção global. No Brasil, você encontra:
Phonak e Unitron — grupo suíço Sonova. A Phonak é referência em conectividade e linha pediátrica. A Unitron oferece plataformas similares com posicionamento de preço diferente.
Oticon e Bernafon — grupo dinamarquês Demant. A Oticon é conhecida pelos algoritmos de processamento inspirados em estudos de como o cérebro processa som.
Resound e Beltone — grupo GN. A Resound tem parcerias históricas com Apple para conectividade direta com iPhone.
Widex — também parte do grupo Demant após fusão. Destaque para qualidade de som para música.
Signia e Rexton — grupo WS Audiology. A Signia tem tecnologia Own Voice Processing, que processa a voz do próprio usuário separadamente dos sons externos.
Starkey — única grande marca americana. Diferencial em sensores de saúde integrados.
Telex e Argosy — marcas com produção nacional, preços mais acessíveis, indicadas para perdas leves a moderadas quando o orçamento é fator determinante.
O fato de grandes marcas pertencerem aos mesmos grupos não significa que são iguais — os algoritmos de processamento são diferentes e a experiência de uso varia. Mas a marca importa menos do que a programação feita pelo profissional certo.
Veja mais: Qual é a melhor marca de aparelho auditivo? e As principais marcas de aparelho auditivo do mundo
Quanto custa um aparelho auditivo no Brasil em 2026
Vou ser direta porque esse é o assunto mais cheio de neblina no mercado.
Os preços variam de R$ 1.500 a R$ 30.000 por aparelho — e a maioria das pessoas precisa de dois. Os fatores que determinam o preço são o nível de tecnologia embarcada e a marca.
Tecnologia básica: R$ 1.500 a R$ 3.000. Funciona bem em ambientes silenciosos. Tem dificuldade com ruído de fundo. Não tem Bluetooth na maioria dos modelos.
Tecnologia intermediária: R$ 3.000 a R$ 6.000. Melhor desempenho em ruído, geralmente com Bluetooth, mais canais de processamento de frequência.
Tecnologia avançada: R$ 6.000 a R$ 10.000. Processamento sofisticado, conectividade completa, algoritmos de redução de ruído mais potentes.
Tecnologia premium: R$ 10.000 a R$ 30.000. O que há de mais moderno em inteligência artificial, processamento de som e conectividade.
O que as lojas raramente explicam: no Brasil, aparelho auditivo é vendido em combo com o serviço fonoaudiológico — adaptação, retornos e ajustes por anos estão incluídos no preço. Isso é bom, mas significa que você está pagando pelo profissional tanto quanto pelo aparelho. A competência e a experiência do fonoaudiólogo importam muito.
Veja mais: Tabela de preços de aparelhos auditivos por marca em 2026 e Por que aparelhos auditivos custam tão caro?
Aparelho auditivo pelo SUS: você tem direito e pode não saber
O SUS oferece aparelhos auditivos gratuitamente para pessoas com perda auditiva moderada a profunda bilateral, com laudo médico e audiometria que comprovem a necessidade. Os aparelhos fornecidos são retroauriculares de tecnologia básica a intermediária, das mesmas marcas vendidas em lojas — não são refugo, como muita gente pensa.
O processo passa por consulta com otorrino credenciado, audiometria, laudo e encaminhamento para uma Rede de Atenção à Saúde Auditiva. A demora varia muito por estado e cidade.
Verifique também as possibilidades de financiamento, como o crédito acessibilidade do Banco do Brasil ou o saque do FGTS para ajudar na compra caso opte pelo particular.
Veja mais: Passo a passo completo para conseguir aparelho auditivo pelo SUS e Aparelhos auditivos do SUS são bons ou ruins?
O processo correto de escolha: o que fazer antes de comprar
Este é o roteiro que eu recomendo — e que é o oposto do que a maioria das lojas quer que você siga:
1. Consulta com otorrinolaringologista especialista em ouvido.
Primeiro descarte causas tratáveis. Só depois de investigar com médico é que faz sentido ir ao fonoaudiólogo para adaptação.
2. Audiometria completa em cabine acústica.
Tonal e vocal. Esse laudo é a base de tudo — sem ele, nenhum aparelho pode ser programado corretamente para a sua perda específica.
3. Seleção e adaptação com fonoaudiólogo especializado em audiologia.
Não qualquer fonoaudiólogo — especializado em audiologia. Ele vai indicar o formato, a tecnologia adequada e vai programar o aparelho para a sua curva de perda.
4. Período de teste de pelo menos 30 dias.
Em condições reais: trabalho, restaurante, reunião, telefone. Desconfie de qualquer lugar que não ofereça esse período.
5. Teste pelo menos 3 marcas diferentes.
Não compre na primeira adaptação. O mercado tem muitas opções e a diferença de experiência entre marcas e modelos pode ser significativa para o seu tipo de perda.
6. Retornos regulares de acompanhamento.
Nos primeiros seis meses, o aparelho vai precisar de ajustes. E o seu cérebro também — porque ouvir sons que ficaram anos em silêncio é um processo de reaprendizado que não acontece da noite para o dia.
Assim como não existe óculos universal sem consulta com oftalmologista, não existe aparelho auditivo sem programação personalizada. Quem te vende sem audiometria está te vendendo lixo caro.
Veja mais: Como escolher aparelho auditivo sem errar e O que saber antes de comprar um aparelho auditivo
Vou ouvir perfeitamente com aparelho auditivo?
Não. E qualquer profissional ou vendedor que prometa isso está mentindo.
Você vai ouvir melhor — às vezes muito melhor. Mas aparelho auditivo não devolve a audição que existia antes. Ele processa e amplifica os sons de forma personalizada para compensar o que foi perdido. O resultado depende do grau da sua perda, do tempo sem usar aparelho, da qualidade da adaptação e do seu engajamento na reabilitação.
Nos primeiros dias e semanas de uso, é comum ouvir tudo alto demais e não entender direito. Isso não é defeito do aparelho — é o seu cérebro reaprendendo a processar estímulos que ficaram tempo demais em silêncio. Imagine alguém que ficou anos sem andar tentando correr no primeiro dia de fisioterapia. O processo de reabilitação auditiva funciona da mesma forma: precisa de tempo, consistência e acompanhamento profissional.
Use o aparelho o dia todo. Não tire porque está incomodando. O desconforto inicial faz parte da adaptação. Quem desiste nas primeiras semanas nunca sabe o que perdeu.
Veja mais: O que esperar na adaptação aos aparelhos auditivos e Escuto, mas não entendo: por que isso acontece?
Aparelho auditivo e zumbido: a relação que poucos explicam
O zumbido — aquele som constante que só você ouve — está presente em cerca de 70% das pessoas com perda auditiva. E o aparelho auditivo é um dos poucos recursos que genuinamente ajuda a reduzi-lo.
O mecanismo: quando o sistema auditivo é privado de sons nas frequências onde há perda, o cérebro começa a gerar sinais artificiais para compensar — e é isso o zumbido. Quando o aparelho passa a fornecer esses estímulos sonoros, o sistema tem menos motivo para fabricar o ruído. Não é cura. É manejo. Mas a diferença para quem convive com zumbido severo pode ser enorme.
Algumas marcas têm programas específicos de manejo de zumbido embutidos nos aparelhos, com sons terapêuticos configuráveis pelo fonoaudiólogo.
Veja mais: Como o aparelho auditivo ajuda no zumbido e Como usar aparelho auditivo melhora o zumbido
Aparelho auditivo ou implante coclear: quando cada um é indicado
O aparelho amplifica sons. O implante coclear substitui a função da cóclea danificada e estimula o nervo auditivo diretamente por meio de eletrodos. São tecnologias complementares, não concorrentes.
O implante é indicado quando a perda auditiva é tão severa que o aparelho, mesmo no máximo da sua capacidade, não proporciona compreensão adequada de fala. O critério geral é perda profunda bilateral com aproveitamento de fala abaixo de 50% mesmo com aparelho bem adaptado.
Eu uso os dois — aparelho num ouvido, implante coclear no outro. Cada ouvido tem uma condição diferente, e essa combinação funciona muito bem para perdas assimétricas severas.
Veja mais: Aparelho auditivo ou implante coclear: qual é o melhor? e Guia completo sobre implante coclear
O que ninguém te conta antes de comprar
Depois de 16 anos criando conteúdo sobre isso e de conversar com dezenas de milhares de pessoas nessa jornada, algumas verdades aparecem sempre:
O fonoaudiólogo importa mais do que a marca. Um aparelho intermediário bem programado por um profissional competente supera qualquer marca premium mal adaptada. Invista em encontrar o profissional certo tanto quanto investe em pesquisar o aparelho.
A vergonha é o maior inimigo da sua audição. Não ouvir aparece muito mais do que qualquer aparelho auditivo. Todo mundo percebe quando alguém não ouve bem. O aparelho não te torna menos — te devolve a participação que a surdez foi tirando.
Compra online sem acompanhamento profissional não existe. Aparelhos auditivos legítimos têm registro na ANVISA e são vendidos apenas com adaptação e acompanhamento fonoaudiológico incluídos. O que vende online sem isso é amplificador genérico — e amplificador genérico pode piorar sua perda.
Não existe aparelho universal. Assim como não existe óculos de um grau só para todo mundo, não existe aparelho auditivo sem programação personalizada. Quem te vende sem audiometria está te vendendo lixo caro.
Veja mais: Coisas que ninguém conta sobre aparelhos auditivos, Vergonha de usar aparelho auditivo: como lidar e 9 mentiras sobre aparelho auditivo
Perguntas frequentes sobre aparelhos auditivos
Qual é a melhor marca de aparelho auditivo em 2026?
Não existe uma resposta única — depende do seu tipo de perda, do seu estilo de vida e do fonoaudiólogo que vai fazer a adaptação. O que existe é a marca certa para o seu caso. Veja: Qual é a melhor marca de aparelho auditivo? e Qual é o melhor aparelho auditivo que existe em 2026?
Quanto custa um aparelho auditivo em 2026?
Os preços variam de R$ 1.500 a R$ 30.000 por unidade, dependendo da marca e do nível de tecnologia. Veja as tabelas completas: Tabela de preços 2026 e Quanto custa um aparelho auditivo?
Usar aparelho auditivo piora a surdez?
Não. Essa é uma das maiores inverdades do mercado. O aparelho bem adaptado não prejudica a audição residual. O que piora a surdez é não tratar — deixar o sistema auditivo sem estímulo por anos compromete a capacidade de processamento cerebral. Veja: Usar aparelho auditivo não piora a surdez
Como conseguir aparelho auditivo pelo SUS?
O SUS oferece aparelhos para pessoas com perda moderada a profunda bilateral mediante laudo médico. Veja o passo a passo completo: Como conseguir aparelhos auditivos pelo SUS
Quanto tempo dura um aparelho auditivo?
Em média de 5 a 7 anos com bons cuidados. A garantia do fabricante geralmente cobre 1 a 2 anos. Veja como cuidar: 10 dicas de como cuidar do aparelho auditivo
Aparelho auditivo recarregável ou a pilha?
Cada um tem vantagens e desvantagens reais. Recarregável elimina a troca de pilhas, mas se acabar a bateria no meio do dia você fica sem aparelho. A pilha dura entre 4 e 14 dias dependendo do modelo e dá mais controle. Veja a comparação: Aparelho auditivo recarregável: vale a pena? e As diferenças entre recarregável e a pilha
Aparelho auditivo tem Bluetooth?
A maioria dos modelos de tecnologia intermediária para cima tem Bluetooth, com conexão direta para iPhone em boa parte das marcas. Modelos para Android geralmente precisam de um streamer intermediário, dependendo da marca e do modelo de celular. Veja: 3 tipos de aparelho auditivo com Bluetooth
Plano de saúde cobre aparelho auditivo?
Para crianças até 12 anos com perda auditiva comprovada, a ANS exige cobertura de adaptação. Para adultos, a cobertura varia. Vale ligar para a operadora e perguntar especificamente sobre AASI. Veja: Quais planos de saúde cobrem aparelho auditivo
Posso deduzir aparelho auditivo no Imposto de Renda?
Sim. Aparelhos auditivos são dedutíveis como despesa médica na declaração do IR, com nota fiscal. Veja: Como deduzir aparelho auditivo no Imposto de Renda
Como é o processo de adaptação aos aparelhos?
Nos primeiros dias é comum ouvir tudo alto demais e não entender direito. O cérebro precisa de tempo para reaprender a processar estímulos. Persistência nos primeiros 3 meses define o resultado a longo prazo. Veja: Adaptação aos aparelhos auditivos: o que esperar
Qual o melhor aparelho para idosos?
Para idosos, os critérios mais importantes são facilidade de manuseio, resistência e potência adequada para o grau de perda — que costuma ser moderado a severo. Veja: Qual é o melhor aparelho auditivo para idosos?
Aparelho auditivo invisível vale a pena?
Depende do grau de perda e do estilo de vida. Os modelos intracanal têm limitações reais que as lojas não contam. Veja: As desvantagens do aparelho auditivo invisível
Leia mais sobre aparelhos auditivos
- Como conseguir aparelhos auditivos pelo SUS
- Tabela de preços de aparelhos auditivos 2026
- Qual é a melhor marca de aparelho auditivo?
- Como escolher o melhor aparelho auditivo para você
- Aparelho auditivo recarregável: vale a pena?
- Por que aparelhos auditivos custam tão caro?
- Coisas que ninguém conta sobre aparelhos auditivos
- Vergonha de usar aparelho auditivo: como lidar
- Aparelhos auditivos chineses: comprar ou não?
- Guia completo de aparelhos auditivos
- Aparelho auditivo ou implante coclear: qual escolher?
- Quais planos de saúde cobrem aparelho auditivo
- Como deduzir aparelho auditivo no Imposto de Renda
Paula Pfeifer é surda oralizada, usuária de aparelho auditivo e implante coclear, autora de Saia do Armário da Surdez e Crônicas Biônicas, e fundadora do Clube dos Surdos Que Ouvem — a maior comunidade de usuários de próteses auditivas independente da indústria da audição no Brasil.

